Os dez piores desastres naturais
Desastres vêm em várias formas. Após a tragédia do Japão, talvez valha a pena relembrar o que acontece quando as impressionantes forças da natureza decidem mostrar quem manda.
Apesar de muito temidos, meteoros, vulcões e raios não figuram na lista das dez mais mortais catástrofes. O maior número de vidas foi tomado pela terra e pela água – precisamente os dois elementos que permitem a vida.
O Vesúvio visto das ruínas de Pompéia
Morreram – entre 1 e 4 milhões
Após dois anos de seca, três rios diferentes inundaram no período entre julho e dezembro de 1931. É o maior desastre natural de que se tem notícia. Aproximadamente 87 mil km² ficaram completamente debaixo d’água – estima-se que em torno de um milhão de pessoas tenham morrido afogadas.
Inundação do Rio Amarelo, China – 1887Morreram – entre 900 mil e 2 milhões
O rio amarelo é o berço da civilização chinesa e tem sido tanto uma bênção quanto uma maldição. Há séculos os fazendeiros que habitavam as planícies próximas ao rio construíam barragens para deter a água em épocas de cheia. Em 1887, elas cederam à força da correnteza, e aproximadamente 130 mil km² ficaram submersos.
Foto: André Holdrinet
O rio Amarelo quando cruza Qinghai
Terremoto de Shaanxi, China – 1556Morreram – pelo menos 830 mil pessoasO rio Amarelo quando cruza Qinghai
É o terremoto mais mortal de que se tem notícia. Aconteceu em 23 de janeiro de 1556, durante a dinastia Ming. A magnitude do terremoto provavelmente estava entre 7,9 e 8 na escala Ritcher.
Ciclone de Bhola, Índia e Paquistão oriental (atual Bangladesh) – 1970
Morreram – 500 mil
O pior ciclone de que se tem notícia. Durou seis dias. Apesar do governo indiano ter recebido relatórios de navios na baía de Bengala sobre as alterações climáticas, estas informações não foram passadas ao governo paquistanês porque os dois países não estavam em bons termos. Esta atitude custou milhares de vidas.
Terremoto de Tangshan, China – 1976
Morreram – entre 240 e 779 mil
Tangshan era uma cidade com risco relativamente baixo de terremoto, por isso as construções não eram preparadas. Muitas pessoas que sobreviveram ao tremor foram mortas por desmoronamentos de prédios. 240 mil mortes é o número oficial divulgado pelo governo chinês, mas como este estava passando por um período político delicado na ocasião do terremoto, é possível que seja um número propositalmente baixo pra não causar pânico. Alguns pesquisadores estimam que a quantidade de vítimas pode ser até três vezes maior.
Ciclone da Índia – 1839
Morreram – 300 mil
Em 25 de novembro, a cidade de Coringa foi atingida por uma tempestade que gerou ondas de doze metros, destruindo pelo menos 20 mil navios.
Terremoto da Antioquia, Turquia – 526
Morreram - 250 mil
Um terremoto fortíssimo atingiu o Império Bizantino, gerando um incêndio que matou quase tantas pessoas quanto o próprio temor. O imperador Justiniano I tentou reconstruir a cidade, mas a invasão da Pérsia, 12 anos depois, a arruinou novamente.
Terremoto de Hiyuan, China – 1920Morreram – 235 mil
Em 16 de dezembro, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região central da China, atingindo indiretamente quase toda a área do país. Um desmoronamento soterrou todo o vilarejo de Sujiahe. Alguns rios mudaram seu curso, outros simplesmente desapareceram. A fome as epidemias causadas em seguida reclamaram o restante das vítimas.
Foto: David Rydevik
A tsunami de 2004 atinge a Tailândia
Tsunami Asiática - 2004A tsunami de 2004 atinge a Tailândia
Morreram – 230 mil pessoas
Ondas de trinta metros atingiram quinze países da Ásia e África oeste. O sismo que causou o tsunami foi tão forte que deslocou o Pólo Norte em 2,5 centímetros, afetou o formato da Terra e tornou os dias 6,8 microsegundos mais curtos.
Terremoto do Haiti – 2010Morreram – 220 mil pessoas
desalojou 1,3 milhão
Um terremoto de magnitude 7,0 teve seu epicentro a 25 km da capital haitiana, Port-au-Prince. O número de mortos foi tão grande que mais de 80 mil corpos tiveram que ser enterrados em valas comuns para permitir que hospitais e necrotérios se dedicassem aos vivos.
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